Andrei Barros Correia em 31/03/11

Seu Apolinário tinha um armazém de secos e molhados. Na verdade, um armazenzinho tão pequeno quanto era a cidade dele. Pequenos, armazém e cidade, como podiam ser essas duas coisas na década de 1960, no interior do Nordeste do Brasil. A única peculiaridade do estabelecimento de Seu Apolinário é que não fechava as portas no […]

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Andrei Barros Correia em 30/03/11

  Lembro-me bem – que eu devia ter uns vinte e poucos anos – de um almoço na casa de meu tio Fernando, em que estava um amigo prezado dele, Camilo Steiner. Camilo, não me lembro se era austríaco há muito no Brasil, ou brasileiro filho de austríacos – era casado com Janet, norte-americana. Janet […]

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Andrei Barros Correia em 29/03/11

Acordou, vendo sangue… — Horrível! O osso Frontal em fogo… Ia talvez morrer, Disse. olhou-se no espelho. Era tão moço, Ah! certamente não podia ser! Levantou-se. E eis que viu, antes do almoço, Na mão dos açougueiros, a escorrer Fita rubra de sangue muito grosso, A carne que ele havia de comer! No inferno da […]

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Andrei Barros Correia em 29/03/11

Não feche os olhos, olhe! É feio como nós somos feios internamente. Não é só matar, é divertir-se a matar e ter o cuidado de registrar a diversão. Não é novidade, mas não deixa de ser escandaloso apenas por faltar originalidade. Eles não compreendem porque são vastamente odiados. Não compreendem que já se percebeu a […]

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Andrei Barros Correia em 29/03/11

Não se faz a guerra por interesses alheios. Dos interesses dos outros, cuidam eles e só eles. A guerra por interesses estranhos aos próprios só tem exemplo nos mercenários, mas esse caso não invalida a assertiva inicial. Os mercenários estão a soldo e custam caro; eles não fazem a guerra por interesses alheios, fazem-na por […]

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Andrei Barros Correia em 28/03/11

Sabe Dios qué angustia Te acompañó Qué dolores viejos Callo tu voz Posts relacionados:Un son para Portinari.Balderrama, por Mercedes Sosa.Años, por Raimundo Fagner e Mercedes Sosa.

Continue lendo sobreAlfonsina y el mar, de Ariel Ramirez, por Mercedes Sosa

  A frase musical é simples, repetida com pequenas variações e em oitavas diferentes. Mas, há o bandoneon. Ele tem um registro muito próprio, aspirado e soprado, como se respirasse. O bandoneon é um pulmão com chaves. Posts relacionados:Oblivion.Balada para un loco, por Piazzolla e Goyeneche.

Continue lendo sobreLibertango, de Piazzolla, por Yoyo Ma e um bandoneísta cujo nome desconheço..

Andrei Barros Correia em 27/03/11

Leio um artigo assinado, no Diário de Pernambuco de hoje. O escritor ocupa o papel e despende a tinta, a falar do mundo, da ONU, da Líbia, da democracia, do concerto universal, do direito disso e daquilo. Não faz mal à digestão de uma laranja e duas xícaras de café, meu desjejum domingueiro. Na verdade, […]

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Andrei Barros Correia em 27/03/11

Ainda há loucos, felizmente! Como um cego, fiquei tão ofuscado ante o brilho dos olhos que olhei … Pode ser que você não me compreenda quando digo que sou um visionário Posts relacionados:A Terceira Lâmina, de Zé Ramalho.Canção Agalopada, de Zé Ramalho.

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Andrei Barros Correia em 26/03/11

O que falta, vou dizer a conclusão logo ao princípio, é exposição pública, é assunção de riscos correspondentes à natureza da atuação deles. Falo aqui do supremo tribunal federal, aquele que julga a constitucionalidade dos atos normativos no Brasil e que ocupa um espaço mediático maior que os tribunais congêneres, nos demais países com sistema […]

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