Andrei Barros Correia em 31/03/14

As trivialidades, quando estamos em bom estado de humor, são as coisas mais deliciosas que há. Porém, quando os líquidos corporais conduzem mais análise que divertimento, são terríveis portas abertas para a percepção da brutalidade. Isto que se encontra acima do texto, como título, foi dito na padaria, domingo ao final da tarde, por uma […]

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Andrei Barros Correia em 20/03/14

Tenho enorme receio de ocasiões propícias para conversas indesejadas. Muito embora o mutismo a me caracterizar quase sempre afaste as pretensões tagarelas de desconhecidos em lugares públicos, sempre haverá os tolos mais tenazes e necessitados de expansão. A fila no supermercado é, talvez, o local mais arriscado para quem tem estes receios de contatos aleatórios […]

Continue lendo sobreConversa com um tolo fascistóide.

Andrei Barros Correia em 16/03/14

José Dirceu completa hoje 68 anos, preso ilegalmente em resultado de um suposto julgamento. É alvo de linchamento travestido de julgamento, assim como é alvo da mesma farsa José Genoíno. Parabéns a ambos; a Dirceu pelo aniversário também. Posts relacionados:Sem posts relacionados.

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O governo de Portugal, com toda a solenidade que o caracteriza, disse que o país deve passar os próximos decênios a dedicar-se ao pagamento de suas dívidas, mesmo que isso signifique – e significa – propor o empobrecimento contínuo por trinta anos. É uma proposta infame e convém dizer poucas palavras sobre o que deixa […]

Continue lendo sobrePropor trinta anos de empobrecimento é brutalidade triunfalista.

Andrei Barros Correia em 15/03/14

A melhor forma de preparar picanha é também a mais simples, desde que haja espaço aberto, é claro. Realmente, fazer um churrasco dentro do apartamento é meio complicado, por causa da fumaça. Prepará-la na panela, como carne estufada, é próximo ao desperdício herético, porque nem adquire tanto os sabores dos temperos, nem destaca o sabor […]

Continue lendo sobrePicanha na grelha, no forno, com alhos laminados e pouco sal.

Para qualquer corpo social, uma nação, por exemplo, fazem algum sentido as datas comemorativas cívicas. O dia de independência, o dia da deposição duma ditadura, o dia de proclamação de república, são coisas que convém manter na memória coletiva. Contrariamente, as celebrações oriundas dos interesses do comércio, em que todos sentem-se obrigados a darem presentes […]

Continue lendo sobreDatas de celebração de nada: a diluição insincera da gentileza.

Andrei Barros Correia em 05/03/14

O ambiente natural do capitalismo é a selva, onde ele atinge o máximo de suas potencialidades. Regras, ordem, previsibilidade, fluxo mais ou menos normal das coisas, isso não é o adubo ideal do capitalismo. É preciso ter isto em vista quando se tenta compreender o que está por trás de um golpe de estado patrocinado […]

Continue lendo sobreUcrânia: para quem faz sentido a desestabilização?

Andrei Barros Correia em 01/03/14

Na colonização do Brasil houve menos marranos que se acredita. O número de cristãos-novos foi menor do que querem historiadores superficiais, judeus conversos recentes e palradores em geral. Foram muitos, é claro, mas não a totalidade. A leitura de Evaldo Cabral de Melo é bastante recomendada quanto a este assunto e, especialmente, O nome e […]

Continue lendo sobreCaril de porco sem leite de coco.