Psicologia Social De Mesa De Café

Andrei Barros Correia em 04/08/17

A classe média é o eixo de transmissão do poder. Não é ela que toma as grandes decisões, evidentemente, mas é ela que permite executar os planos dos reais detentores do poder; é instrumental, enfim. Isso deve-se, em parte, ao fato de ocupar os postos chaves da burocracia estatal. Nesta classe estão os formuladores de […]

Continue lendo sobrePor medo e ignorância.

Andrei Barros Correia em 01/06/17

O processo político brasileiro atual não oferece a previsibilidade que os costumeiros analistas tentam apreender e expor. Ele só tem alguma previsibilidade no âmbito macro, se olhadas as coisas mais ao de longe, mirando-se as linhas mais gerais, nos seus aspectos geopolíticos, ou seja, nas articulações com interesses maiores e externos. No plano micro, aquele […]

Continue lendo sobreO caos é uma face visível da superestrutura.

Andrei Barros Correia em 03/02/17

Não é simples o sistema que subjaz ao estado de aceitação pelas massas de medidas que pioram evidentemente suas situações social e econômica. Há uma narrativa bem construída com técnicas consagradas de engenharia psico-social, que prepara o terreno para que as pessoas – em maiores e menores proporções, consoante suas porosidades à imprensa corporativa – […]

Continue lendo sobreA outra face da narrativa meritocrática: a culpa.

Andrei Barros Correia em 18/01/17

Os mitos da racionalidade objetiva e do controle e previsibilidade integral dos processos históricos, políticos e econômicos levam muitos à perplexidade, porque a história insiste em desautorizar o sacrifício em homenagem a estas crenças. Esses mitos seriam atributos inerentes aos detentores do poder, sendo indiferente que se acredite terem poder por terem essas qualidades ou, antes, […]

Continue lendo sobreCondutores conduzidos.

Andrei Barros Correia em 30/08/16

Não disponho de conhecimentos em psicanálise freudiana e lacaniana que me permitam, nem me sugiram, falar de narcisismo sob esta perspectiva pura. Narcisismo, embora impreciso e ambíguo conceitualmente, será usado sem pretensões de rigor teórico, portanto. Identifico muito essa subjetividade narcísica com puerilidade, com desenvolvimento incompleto das pessoas mental e corporal. Pode ter algo a […]

Continue lendo sobreNarcisismo é a neurose do tempo espetacular.

Andrei Barros Correia em 23/06/16

A contradição aparente permeia os processos desenvolvidos na dinâmica do espetáculo. No seu aspecto funcional, mostra-se muito óbvia: acrescenta camadas de confusão e, principalmente, de confusão cambiante. Cumpre, pois, a importante função de impedir ou, no mínimo, dificultar a percepção clara dos acontecimentos. Porém, essas contradições são reais também, mesmo não deixando de ser aparentes. […]

Continue lendo sobreTodos contra todos.

Andrei Barros Correia em 21/04/16

Urubu tá com raiva do boi E eu já sei que ele tem razão É que o urubu tá querendo comer Mais o boi não quer morrer Não tem alimentação Não sei se Anauld Rodrigues e Chico Anysio, quando compuseram a letra cuja estrofe central está em epígrafe, tinham a percepção de quão genial ela é. […]

Continue lendo sobreO golpista envergonhado.

Andrei Barros Correia em 18/04/16

Como herança cultural e paradigma sempre invocado, a farsa dualista platônica nos teria bastado. Mas, a ela acrescentaram-se camadas de preconceitos semíticos e rudimentos de um teísmo de lei e tribunal. É claro que essa mistura fermentou bem e deu ao mundo nossa celebrada cultura ocidental. Tão evidente quanto o triunfo deste modelo são suas […]

Continue lendo sobreO proselitismo duelista.

Andrei Barros Correia em 12/04/16

Em 12 de outubro de 1936 dava-se a Festa da Raça, na Universidade de Salamanca, com a presença, entre vários outros, do Reitor Miguel de Unamuno, do Bispo de Salamanca Plá y Daniel, da senhora Franco e do general Millán Astray. Unamuno, convém aponta-lo, havia apoiado a invasão da República pelas tropas africanas do general […]

Continue lendo sobreVenceréis, pero no convenceréis.

Andrei Barros Correia em 10/03/16

Acentua-se nas camadas médias da sociedade e principalmente naqueles instalados no serviço público a rejeição à democracia, seja explícita ou disfarçadamente. No estágio atual, as rejeições explícitas são minoritárias e isoladas em grupos extremistas de pouca elaboração narrativa. Prepondera a rejeição à democracia da maneira mais vil e desonrosa, que é mediante o disfarce e […]

Continue lendo sobreO monstro corporativo e a rejeição à democracia.