Crônica

Andrei Barros Correia em 22/04/14

Padre Vasconcelos defendia os interesses da Santa Madre Igreja Católica no sertão nordestino, lá pelos anos de 1950. Era o segundo de cinco filhos de Dona Clementina Vasconcelos, que enviuvara dois anos depois de parir o último dos rebentos. Dona Clementina tinha um caráter forte, daquela força das coisas práticas. Ou seja, não era o […]

Continue lendo sobreUrinei num pneu quente…

Andrei Barros Correia em 17/04/14

As porções semi-áridas do Nordeste brasileiro viveram esporádicos ciclos econômicos favoráveis. Em regra, deveram-se ao sucesso de alguma cultura agrícola que se adaptou bem a estas plagas abandonadas pelos favores da natureza. Por um período até longo, reinou o algodão, cultura rentável e viável no clima semi desértico. As coisas foram bem até que uma […]

Continue lendo sobreÁgua com gás.

Andrei Barros Correia em 16/02/11

Por Sidarta Em Anus Mundi só tinha luz elétrica, até meados dos anos 1950’s, das 5 da tarde às 10 da noite. Quando dava 10 para as 10 da noite, a luz dava uma piscada em toda a cidade e diziam que a “usina” estava avisando que “iam soltar a onça”. Os candeeiros eram acesos […]

Continue lendo sobreComeram Lurdinha! Um episódio de Anus Mundi.

Por Sidarta. Corria o ano de 1917 e três crianças educadas em um catolicismo medieval viram e conversaram muito com Nossa Senhora, e ainda pintaram o sete com a lei da gravidade fazendo variar erraticamente a órbita do sol… Isso por várias vezes, ali pelo Ribatejo, em Portugal. Esses eventos, reconhecidos pela igreja católica como […]

Continue lendo sobreO bispo, os índios e o médico de Anus Mundi em: “Esse milagre é meu!”

Andrei Barros Correia em 27/01/11

Um deserto e as surpreendentes linhas de Nazca Sugestão inicial de Leila: era hora de conhecer as linhas de Nazca. Um passeio deveras cansativo – é verdade – mas definitivamente recomendável àqueles que não nutrem tendências suicidas ou homicidas, ao enfrentar longas viagens de ônibus; bem como aos capazes de suportar manobras bruscas de um […]

Continue lendo sobreO que vi no Peru. Por Ubiratan Câmara.

Andrei Barros Correia em 21/01/11

Um mercado, outra iguaria e a identidade de um povo. De início, um sincero pedido de desculpas ao editor do blog. Problemas de conexão e algumas turbulências retardaram, em muito, a pontualidade dos textos. Continuemos… Ainda em Cusco, dispomos-nos a fazer rafting. Como desconheço algum termo em português que traduza a expressão, chamarei de insanidade, […]

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Andrei Barros Correia em 08/01/11

A cosmopolita Cusco. Antes de partirmos para Cusco, permitam-me compartilhar que a vontade primeira de conhecer o Peru partiu de saudosos encontros, em Campina Grande, nos quais fatalmente, cedo ou tarde, bons amigos de sobriedade questionável cantarolavam, junto com Mercedes Sosa, Acercate Cholito. Começou daí meu fascínio pelo país. Pois bem. De Lima, partimos para […]

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Andrei Barros Correia em 05/01/11

Por Leo de Picos. Jeremias nasceu e criou-se em Anus Mundi. Era filho do sacristão da matriz de São Sebastião, chamado José Teobaldo, conhecido pela alcunha de Zé Catolé. Zé Catolé foi pai de onze filhos, sendo quatro mulheres e sete homens. Jeremias foi o sexto dessa linha de produção. Todos podem imaginar a dificuldade […]

Continue lendo sobreO papagaio de Jeremias. Episódio da vida anusmundense.

Por Sidarta Em Anus Mundi não tinha bispo, mas havia alguns padres de várias tendências políticas e sociais, e até de diferentes opções sexuais. O padre Almiro, por exemplo, andava de lambreta e quase sempre com uma paroquiana ajudante de secretária do tributo à garupa. Disse certa vez o cronista Leo de Picos, que o […]

Continue lendo sobreO Bispo, o padroeiro da cidade e os índios, na procissão em Anus Mundi.

Andrei Barros Correia em 19/12/10

Contribuição de Leo de Picos para a coletânea literária de Anus Mundi, Piauí …corria o final da década de 50. Enquanto o mundo se maravilhava com o sucesso do programa espacial da União Soviética e o Brasil efervescia com a Bossa Nova, a longínqua cidade de Anus Mundi, confins do Piauí, vivia o seu negro […]

Continue lendo sobreO coletor fanhoso. Mais um episódio anus mundense.