Poema

Severiano Miranda em 02/11/15

  HOME no one leaves home unless home is the mouth of a shark you only run for the border when you see the whole city running as well your neighbors running faster than you breath bloody in their throats the boy you went to school with who kissed you dizzy behind the old tin […]

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Andrei Barros Correia em 19/09/11

Por Daniel Miranda Castro   Tanto tempo, quanto tempo Quase penso Da inércia, nasço tenso No processo, não me aguento Logo travo o andamento Com o sonho me contento Sinto ser muito propenso A não expor meu rendimento Falta um toque de bom senso Nos tratores truculentos “Pense mais no seu sustento” “Pense menos no […]

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Andrei Barros Correia em 19/11/10

Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Sem que um sonho, no erguer de asa, Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar! Triste de quem é feliz! Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raíz — Ter por vida sepultura. […]

Continue lendo sobreO Quinto Império, de Fernando Pessoa.

Severiano Miranda em 18/11/10

De Daniel Miranda Castro. Olhos, não olhos atentos ou reflexivos, ou determinados ou sequer ativos, não. Olhos sem olhares, que o corpo está a a venda, pois a alma já vendida não deu renda, e só o dinheiro traz felicidade em migalhas. Felicidade partida, pedem as gralhas, que gritam muito pra dizerem pouco, e pouco […]

Continue lendo sobreDos olhos vendados.

Andrei Barros Correia em 15/11/10

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada! Supor o que dirá Tua boca velada É ouvir-te já. É ouvir-te melhor Do que o dirias. O que és nao vem à flor Das caras e dos dias. Tu és melhor — muito melhor! Do que tu. Não digas nada. Sê Alma do corpo nu Que […]

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Andrei Barros Correia em 07/11/10

Olhe aqui, Mr. Buster: está muito certo Que o Sr. tenha um apartamento em Park Avenue e uma casa em Beverly Hills. Está muito certo que em seu apartamento de Park Avenue O Sr. tenha um caco de friso do Partenon, e no quintal de sua casa em Hollywood Um poço de petróleo trabalhando de […]

Continue lendo sobreOlhe aqui Mr. Buster, de Vinicius de Moraes.

Andrei Barros Correia em 04/11/10

Em 1950, em Barcelona, João Cabral publica O cão sem plumas. São quatro partes componentes de um grande poema, repetitivo, seco a falar de um rio, quase hermético, belíssimo. É um rio que corta o Recife. Chega à cidade sujo, porque vem sujo desde perto de sua nascente. Chega largo na planície, inundando as várzeas […]

Continue lendo sobrePaisagem do Capibaribe, de João Cabral de Melo Neto.

O poema é muito extenso e o mais belo que há. Por isso, transcrevo apenas a primeira parte. Poesia fria e anti-condoreira. Profundamente histórica, embora não o pareça à primeira vista. Impossível para quem não tenha algum ponto de contato com ela. Tão bem conformada que somente depois de algumas leituras percebe-se de que matéria […]

Continue lendo sobreUma faca só lâmina, ou serventia das idéias fixas, de João Cabral de Melo Neto.

Andrei Barros Correia em 04/11/10

Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro da tua última quimera. Somente a Ingratidão – esta pantera – Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem que, nesta terra miserável, Mora entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera […]

Continue lendo sobreDos versos íntimos, de Augusto dos Anjos.

Andrei Barros Correia em 04/11/10

Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática, impessoal (pela de dicção ela começa as aulas). A lição de moral, sua resistência fria ao que flui e a fluir, a ser maleada; a de poética, sua carnadura concreta; a de economia, seu adensar-se compacta: lições da pedra (de […]

Continue lendo sobreA educação pela pedra, de João Cabral de Melo Neto.